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Por que alguns brasileiros desistem da universidade na Espanha nos primeiros meses?

    Por que alguns brasileiros desistem da universidade na Espanha nos primeiros meses?

    Entenda os principais motivos pelos quais brasileiros desistem da universidade na Espanha e saiba como se preparar para não passar por isso


    Estudar fora do Brasil é um sonho real para muitos jovens, e a Espanha tem se consolidado como um dos destinos preferidos. O país combina universidades reconhecidas internacionalmente, custo de vida relativamente acessível, idioma próximo ao português e qualidade de vida atraente.

    Porém, apesar de todo esse cenário promissor, uma parte significativa dos estudantes enfrenta dificuldades logo nos primeiros meses. Não por acaso, cresce o número de relatos de que brasileiros desistem da universidade na Espanha ainda no início da jornada, quando a idealização do sonho começa a se confrontar com a realidade.

    Para compreender esse fenômeno, é importante ir além das respostas rápidas e analisar a experiência de maneira ampla. A desistência não ocorre por um único fator, mas pela soma de desafios emocionais, acadêmicos, financeiros e burocráticos.

    O choque cultural, a pressão financeira e a adaptação ao método de ensino europeu geram sobrecarga. Mais do que falta de vontade, muitas vezes falta suporte e conhecimento prévio sobre o que essa mudança realmente exige.

    Ao longo deste blog, você vai entender os principais motivos pelos quais brasileiros desistem da universidade na Espanha e, principalmente, como evitar que esse sonho se transforme em frustração. Confira!

    O sonho e o impacto da realidade

    Antes de embarcar, a maioria dos estudantes imagina um cenário encantador: universidades históricas, cafés movimentados, viagens aos finais de semana e uma sensação de liberdade.

    Essa imagem é reforçada pelas redes sociais, que mostram apenas os momentos mais bonitos da vida no exterior, mas raramente revelam a burocracia, a solidão ou as noites mal dormidas.

    É justamente essa diferença entre expectativa e realidade que ajuda a explicar por que alguns brasileiros desistem da universidade na Espanha logo nos primeiros meses.

    O problema não está em sonhar, mas em acreditar que o caminho será simples. Quando o estudante chega, percebe que o sonho é possível, mas exige responsabilidade emocional, financeira e acadêmica.

    De repente, é preciso lidar com aluguel, supermercado, documentos, transporte público, burocracias específicas para alunos internacionais e, ao mesmo tempo, se adaptar à universidade e a uma nova cultura.

    Sem a rede de apoio familiar, tudo se intensifica. Surgem dúvidas como: “Será que fiz a escolha certa?”, “E se eu não conseguir acompanhar as aulas?”. Essas inseguranças são comuns, mas quando o estudante não encontra apoio ou orientação, o peso emocional pode levar à desistência.

    É por isso que muitos brasileiros desistem da universidade na Espanha: por falta de preparação e suporte.

    O sonho continua existindo, mas agora acompanhado de desafios reais. Isso não significa que ele seja impossível, e sim que precisa ser vivido com mais consciência, preparação e menos idealização.

    Com informação, planejamento e apoio adequado, esse impacto pode ser suavizado, e a adaptação se torna mais leve, segura e saudável.

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    Choque cultural e adaptação emocional

    O choque cultural não se resume a língua e costumes diferentes. Trata-se de um processo psicológico de reestruturação da rotina.

    Na Espanha, a percepção do tempo é diferente. O almoço acontece mais tarde, muitas lojas fecham no meio da tarde para a tradicional siesta e a rotina segue um ritmo menos apressado.

    Esses detalhes, embora pequenos, se acumulam e podem causar estranhamento. No começo, tudo parece curioso, mas com o passar dos dias, sem adaptação e compreensão cultural, esse novo ritmo pode se tornar desgastante.

    Além disso, a saudade da família e do ambiente familiar costuma aparecer. Muitos estão vivendo longe de casa pela primeira vez e descobrem que, além dos desafios práticos, existe também a solitude.

    É comum sentir que não se pertence ao lugar ou que não há com quem dividir as dificuldades, e isso pode pesar no coração. Mas é importante lembrar: sentir isso não significa fraqueza, pelo contrário.

    Essas emoções são uma resposta natural de quem está recomeçando a vida longe de tudo que é familiar. Com o tempo, apoio e novas conexões, esse sentimento se transforma, e o que antes parecia solidão começa a dar espaço para amadurecimento e pertencimento.

    Esse é outro motivo pelos quais alguns brasileiros desistem da universidade na Espanha: não por falta de capacidade, mas por falta de apoio emocional.

    Estar preparado academicamente é importante, mas ter apoio afetivo pode ser decisivo para permanecer. Envolver a família desde o início do processo, conversar sobre expectativas e medos e criar uma rede de confiança ajuda a tornar a transição mais leve.

    Além disso, não enfrentar essa fase sozinho faz toda a diferença. Participar de grupos de integração na universidade, praticar esportes, entrar para associações estudantis, frequentar comunidades de outros estudantes internacionais e, se possível, buscar acompanhamento psicológico são atitudes que fortalecem emocionalmente.

    Falar sobre o que se sente, pedir ajuda e entender que o desconforto faz parte da adaptação é um ato de coragem e não de fraqueza. Quando o estudante se permite viver esse processo com apoio, as dificuldades deixam de ser um fardo individual e passam a ser parte natural do crescimento.

    Idioma e método de ensino

    Mesmo estudantes com bom nível de espanhol percebem que o espanhol acadêmico é mais complexo do que o aprendido em aulas convencionais ou aplicativos. Expressões formais, sotaques regionais e termos técnicos, no começo, podem dificultar a compreensão das aulas.

    Além da barreira linguística, o sistema educacional espanhol exige autonomia. Espera-se que o aluno leia, pesquise por conta própria, participe ativamente das aulas e leve suas dúvidas aos professores durante os momentos de orientação.

    Muitos brasileiros desistem da universidade na Espanha porque se sentem intelectualmente incapazes, quando na verdade só precisam de tempo para se adaptar ao formato. Fazer cursos de espanhol acadêmico, participar de grupos de estudo e pedir apoio aos professores pode transformar essa experiência.

    Burocracia, visto e documentos

    Antes de viajar, o estudante precisa organizar documentos, apostilas, comprovantes financeiros, carta de aceite, seguro saúde e, por fim, solicitar o visto de estudante no consulado espanhol no Brasil. Esse processo já é complexo, mas não acaba na chegada à Espanha.

    Ao chegar ao país, é necessário solicitar a TIE (cartão de identidade de estrangeiro), registrar endereço, abrir conta no banco, validar matrícula, criar firma digital, etc.

    Muitos enfrentam filas, falta de horários disponíveis para agendamentos e exigências que mudam de uma região para outra. Quando um documento atrasa, surge o medo de ficar em situação irregular. Isso gera ansiedade e pode contribuir para o abandono dos estudos.

    Com planejamento e orientação, essa etapa se torna mais leve. Entender prazos, guardar cópias de tudo, organizar documentos antes de embarcar e, se possível, contar com orientação especializada, são atitudes que economizam tempo e evitam desgastes emocionais.

    Custo de vida e pressão financeira

    Embora a Espanha tenha custo de vida mais acessível que outros países europeus, morar nas principais cidades universitárias ainda é caro. O aluguel é a maior despesa e, muitas vezes, é necessário pagar depósito antecipado.

    Além disso, há gastos com transporte, alimentação, materiais acadêmicos, seguro saúde e emergências inesperadas. Quem chega sem reserva financeira entra rapidamente em estado de preocupação.

    Alguns tentam trabalhar para complementar a renda, mas esbarram em dificuldades: o visto de estudante só permite trabalho parcial, muitas empresas exigem experiência e domínio do idioma. A soma de contas, pressão por resultados e medo de não conseguir se sustentar faz com que muitos repensem a permanência.

    Esse é um dos motivos concretos pelos quais brasileiros desistem da universidade na Espanha. Não se trata apenas de motivação, mas de situação econômica. Por isso, planejamento financeiro é indispensável. Ter uma reserva para os primeiros meses e conhecer o custo real de vida da cidade escolhida faz grande diferença.

    Expectativas irreais

    Grande parte das razões pelas quais brasileiros desistem da universidade na Espanha está ligada às expectativas criadas antes da viagem, e muitas delas nascem nas redes sociais.

    Vídeos curtos e fotos bem produzidas mostram apenas o lado bonito da experiência: passeios por cidades históricas, cafés charmosos, arquitetura encantadora e viagens pela Europa. No entanto, quase nunca aparecem os momentos de insegurança, as contas para pagar, o cansaço emocional ou a ansiedade que acompanha a adaptação a um novo país.

    Esse choque entre expectativa e realidade causa uma sensação de fracasso. Muitos pensam: “Se está difícil para mim, é porque não sou bom o suficiente”. Mas a verdade é que quase todos passam por dificuldades, apenas nem todos mostram. Quando esses sentimentos são abafados em silêncio, aumentam as chances de desistência.

    Consumir conteúdos realistas, conversar com pessoas que já viveram a experiência e buscar orientação antes de embarcar são atitudes que ajudam a equilibrar expectativa e realidade.

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    Como evitar que esse sonho termine cedo

    A boa notícia é que desistir não é a única saída, e na maioria das vezes, nem a melhor. A experiência de estudar na Espanha pode ser transformadora, desde que o estudante esteja preparado. Isso inclui aprender o idioma com antecedência, entender como funciona o sistema acadêmico, planejar finanças e conhecer o processo de documentação.

    Ter uma rede de apoio também é essencial. Conversar com brasileiros que já estão na Espanha, participar de grupos de estudantes e buscar ajuda profissional quando necessário são atitudes que fortalecem emocionalmente.

    É aqui que iniciativas como o Migra fazem a diferença. Com conteúdos, cursos e consultorias, ajudam estudantes a se prepararem de forma completa: não apenas para conquistar uma vaga na Espanha, mas para permanecer e conquistar seus objetivos com segurança e equilíbrio.

    Não é fácil, mas é possível (e vale a pena)

    Sim, é verdade que alguns brasileiros desistem da universidade na Espanha nos primeiros meses. Mas isso não significa que o sonho seja impossível. Significa que ele exige mais do que coragem, exige preparo.

    Os desafios são reais, mas superáveis com informação, apoio e planejamento. Mais do que idealizar, é preciso compreender que estudar fora transforma, mas também exige esforço emocional, acadêmico e financeiro.

    A decisão de permanecer ou voltar é pessoal, mas ela não precisa ser tomada na dor, e sim com consciência. Com o suporte certo, o impacto cultural diminui, a adaptação acadêmica melhora e o sonho faz sentido novamente.

    Quer se preparar da forma certa? Agende uma consulta com o Migra e dê o primeiro passo com segurança.